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PF investiga fraude em merenda escolar em Lagoa do CarroFoto: Cortesia/WhatsApp                                            
O empresário Ricardo José Padilha Carício, preso em 29 de setembro, na Zona Sul do Recife na terceira fase da Operação Mata Norte, da Polícia Federal (PF), deixou a prisão. Segundo a corporação, ele estava preso no Centro de Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, e conseguiu um alvará de soltura na quarta-feira (11), devendo agora responder ao processo em liberdade.

A operação Mata Norte investiga fraudes em licitações de merenda escolar na cidade de Lagoa do Carro, na Mata Norte de Pernambuco. A investigação aponta que Ricardo Carício era o chefe do núcleo empresarial de todas as redes de distribuição das merendas. As principais empresas envolvidas no esquema de corrupção são a FJW, a Radar e a F Mercantil. 

Na época da prisão, a polícia informou que Ricardo passou a pernoitar em locais diversos depois do início da operação, incluindo hotéis e residências de familiares, eliminando e destruindo as provas. Entre as provas ocultadas, estão veículos de luxo importados, diversos imóveis e até um avião, registrados em nomes de terceiros.

Durante a terceira fase da operação, além do mandado de prisão preventiva, a PF cumpriu três mandados de condução coercitiva e cinco de busca a apreensão nos bairros de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, e em Casa Forte, na Zona Norte da capital. Os mandados foram cumpridos nas residências e estabelecimentos comerciais dos envolvidos na organização criminosa. Ainda que existe a possibilidade de que novas fases dessa operação sejam deflagradas.

Entenda o casoA Operação Mata Norte foi deflagrada no dia 21 de setembro. A investigação desarticulou uma organização criminosa responsável por fraudes em licitações de merenda escolar na cidade de Lagoa do Carro, na Zona da Mata Norte, durante a gestão do ex-prefeito Severino Jerônimo da Silva, o Jaílson do Armazém (PSB), preso na primeira fase da operação. 

Além dele, foram detidos pela PF outros oito envolvidos, incluindo a ex-secretária de educação, Sílvia Maria Santos Porto e comerciantes. O ex-prefeito foi liberado após o prazo da prisão preventiva expirar. A segunda fase cumpriu mandados de busca e apreensão no Recife e na cidade de Carpina, na Mata Norte. 

O delegado Alexandre Lucena contou como a quadrilha atuava. “Não se fazia um processo licitatório da merenda. Era realizada uma montagem de procedimentos, já com cartas marcadas, sabendo quem ia ganhar. Geralmente uma empresa ou outra. A partir daí, se desenvolviam o sobrepreço e superfaturamento”, detalhou. 

As investigações da operação tiveram início em julho de 2017 após publicação de Relatório de Auditoria da Controladoria-Geral da União com suspeitas de atividades fraudulentas. O prejuízo estimado causado pela organização é de R$ 512 mil.

Fonte Folha de Pernambuco
Postado por Júnior Silva em Limoeiro (PE), em sexta, outubro 13/2017

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