» » Para Diego Souza, convocação para seleção quebra preconceito contra clubes do NE

Após a convocação para a Seleção, Diego Souza concedeu entrevista coletiva na tarde desta quinta                
O amistoso da próxima quarta-feira, contra a Colômbia, será a terceira partida do meia Diego Souza pela Seleção Brasileira. Antes, entrou em campo em 2009, pelas Eliminatórias, e contra a Bolívia, em 2011, frente à Argentina, pelo Superclássico das Américas. A primeira pelo Palmeiras e a segunda defendendo o Vasco. Porém, desta vez, a lembrança foi diferente. Único jogador dos 23 chamados pelo técnico Tite a atuar por um clube do Nordeste, o jogador acredita que essa convocação pode servir para quebrar um pouco um suposto preconceito contra o futebol da região e abrir as portas para que outros atletas possam vestir a camisa amarela, mesmo defendendo clubes nordestinos.

Antes de Diego Souza, o último jogador chamado para a seleção principal havia sido o lateral esquerdo Douglas Santos, do Náutico, em 2013, para um amistoso contra a Bolívia, também só com atletas que atuavam no futebol brasileiro. Com relação ao Sport, o último a vestir a camisa canarinha foi o volante Leomar, em 2001, chamado pelo técnico Emerson Leão para jogos das eliminatórias e da Copa das Confederações.

Ambas, convocações contestadas. O que não acontece com Diego Souza. "Vai acabando esse mito de que o Nordeste é discriminado. Todo mundo acha que aqui não tem futebol bem jogado e a gente vem mostrando que, a cada ano que passa, o Sport vem crescendo. Fico feliz por ter sido convocado aqui no Nordeste e isso é sinal de trabalho bem feito. Agradeço à estrutura que o Sport me dá e à confiança da diretoria, torcida e companheiros", destacou. "Essa convocação abre as portas para outros jogadores terem essa coragem. Podem vir porque aqui tem time grande e com uma estrutura fantástica".

Para o meia, a convocação também coroa o melhor momento de sua carreira. Aos 31 anos, Diego Souza foi artilheiro do Campeonato Brasileiro do ano passado, com 14 gols, feito inédito para um jogador do Sport e que não era alcançado por um atleta de um clube nordestino desde Charles, do Bahia, em 1990. Ao ponto do rubro-negro sonhar com outras oportunidades na seleção.

"As vezes fico chateado porque algumas pessoas já me colocam como veterano aos 31 anos. Estou me sentindo bem e sem dúvida nenhuma na melhor fase da minha vida. Em todos os aspectos. Começar o ano assim é maravilhoso. Ser convocado e representar o Sport na Seleção. Só me dá mais gás ainda para a temporada. Quem sabe se eu repetir o desempenho do ano passado não volte a ser convocado outras vezes. Com certeza reascendeu uma chama que estava apagada. Vou procurar aproveitar essa oportunidade com unhas e dentes", garantiu o camisa 87 do Sport. E também da seleção?

"Isso não é de costume da seleção. Não tem como escolher o número. Normalmente o número é até o 23. Mas a camisa que vou usar vou ficar feliz da mesma maneira", finalizou.


Fonte Diario de pernambuco

Postado por Júnior Silva em segunda, janeiro 23/2017

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