» » » » » Passira é o município que mais devastou a Mata Atlântica, aponta atlas; confira ranking

Mata Atlântica  Foto: wikipedia       
O município de Passira, no Agreste, foi o que mais desmatou Mata Atlântica, com a supressão de 51 hectares de floresta nativa - aproximadamente o mesmo quantitativo de campos de futebol. Na contramão, Abreu e Lima, no Grande Recife, foi a cidade que mais conservou seu bioma, com 61,4% do total natural preservado. 

É o que apontam os dados do Atlas dos Municípios da Mata Atlântica, divulgado pela Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O estudo traz o levantamento mais recente sobre a situação do desmatamento em 3,4 mil cidades do País, referente aos dois últimos anos. 

Atualmente, a Mata Atlântica é a floresta mais ameaçada do Brasil, com apenas 12,5% da área original preservada, segundo a SOS Mata Atlântica, o que só reforça, segundo ambientalistas, que o poder público e as comunidades devem voltar o olhar para a conservação do pouco de vegetação nativa que ainda resta.

Essa discrepância nos resultados (ver arte abaixo) reflete a falta de uma agenda ambiental, na avaliação do diretor-presidente do Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan), Severino Ribeiro. "O que falta mesmo é uma gestão municipal que efetive planos de conservação e recuperação de remanescentes, planos de manejo. Enfim, uma série de estratégias que poderia ser trabalhada. A maioria das cidades que desmataram está inserida no Agreste, região onde há uma maior concentração de remanescentes florestais, como os brejos de altitude", ressalta. Ele cita a cidade de Bonito, também no Agreste, como exemplo a ser seguido. "Estamos trabalhando na criação de uma unidade de conservação na Mata da Chuva. Bonito está à frente nesse sentido", reforça Ribeiro.

Para o diretor de Políticas Públicas da ONG, Mario Mantovani, um dos instrumentos mais eficientes para que os municípios façam sua parte na proteção da floresta é o Plano Municipal da Mata Atlântica, que reúne elementos necessários à proteção, conservação, recuperação e ao uso sustentável do bioma. Segundo ele, a aplicação do plano permite o desenvolvimento de políticas locais de meio ambiente, que tem como principal agente a própria comunidade. "Aquele proprietário que inserir sua terra no Cadastro Ambiental Rural (CAR) irá contribuir para a conservação do meio ambiente e combater o desmatamento. Até porque, qualquer tipo de irregularidade, se encontrada, o proprietário será responsabilizado podendo até receber multas. Nisso ele se torna um agente defensor da biodiversidade, mesmo que obrigatoriamente", explica.

Fonte Folha de Pernambuco

Postado por Júnior Silva em terça, dezembro 06/2016

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