» » » Aeronáutica analisa se hélices de helicóptero que levava noiva bateram em árvore


Noiva que morreu em acidente de helicóptero no domingo (4), na Grande São Paulo (Foto: Redes Sociais)         
Imagens dos destroços do helicóptero que caiu em São Lourenço da Serra, matando 4 pessoas (Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)        
O Major Caio Batalha, investigador do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 4), disse nesta segunda-feira (5) que as copas das árvores do local onde o helicóptero Robinson 44 caiu estão quebradas, o que indicaria que as hélices da aeronave colidiram com as árvores. O helicóptero caiu no domingo (5) matando quatro pessoas, entre elas uma noiva a caminho do altar.
"Eu não posso afirmar que caiu por causa disso, todos os fatores contribuintes serão analisados mas a copa das árvores estão quebradas. Pode ser que as copas se quebraram como causa ou cconsequência da queda. Ou as hélices se bateram e caiu ou se chocou por causa da queda. Tiramos fotos e vou analisar", afirmou o oficial.
Peças da aeronave que sobraram passarão por perícia em centro de análise da FAB em São Carlos.
Uma equipe do Seripa foi na manhã desta segunda ao heliponto de onde o helicóptero partiu em Osasco para conversar com técnicos da manutenção da mesma e buscar a documentação da aeronave.
Ainda não se sabe a altitude em que o helicóptero voava quando caiu.
A Polícia Civil de São Lourenço da Serra, na Grande São Paulo, também investiga a hipótese de que o helicóptero possa ter batido em uma árvore. Para o delegado responsável pelo caso, Flávio Luís Teixeira, "as condições do tempo na hora podem ter sido determinantes".
"Pelo que ouvimos das pessoas que moram próximas, chovia e estava nublado e com neblina no hora da queda", disse o delegado.
Moradores próximos ao local relataram que o helicóptero pode ter colidido contra uma montanha próxima ou sofrido com rajadas de vento, disse o delegado, mas a perícia na Aeronáutica será essencial para explicar as causas da queda.
"Eu acredito que o tempo pode ter sido determinante para a queda da aeronave", disse ele. "Se uma árvore de 20, 40 metros de altura em um morro de 80 metros, estamos falando aí em 120 metros de altura que podem ter interferido", disse ele.
Um inquérito foi instaurado como homicídio culposo, para apurar se houve imprudência, negligência ou imperícia envolvidas no acidente.
"Já pedi à Aeronáutica a documentação sobre o helicóptero, queremos saber se as vistorias estavam em dia. Vou ouvir os donos do helicóptero e os familiares das vítimas, para saber como foi o processo de locação para o serviço. Também vou pedir documentação à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) sobre a habilitação dos pilotos e também tentar achar alguma testemunha", afirmou Teixeira.
O inquérito só pode ser finalizado com a perícia do local e dos corpos pelo Instituto de Criminalística, o que deve levar cerca de 30 dias.
O helicóptero partiu do hangar da empresa HCS Taxi Aéreo, que é proprietária da aeronave, em Osasco. O G1 pediu a posição da empresa sobre o acidente e aguarda retorno.
Surpresa
A noiva que morreu no acidente tinha o sonho de chegar ao seu casamento de helicóptero, segundo o dono do buffet e responsável pela organização da festa, Carlos Eduardo Batista. O noivo a aguardava no altar quando soube do acidente com o helicóptero que deixou a sua futura mulher, o irmão dela, a fotógrafa do casamento, que estava grávida, e o piloto, mortos. O casal chegou a gravar um vídeo para a produtora.

Segundo informações da delegacia de Itapecerica da Serra, que apurou o caso, morreram no acidente:

·                   Peterson Pinheiro (piloto)
Rosemeire Nascimento Silva (noiva)
Silvano Nascimento da Silva (irmão da noiva)
Nayla Cristina Neves Lousada (fotógrafa)


Fonte Globo.com

Postado por Júnior Silva em segunda, dezembro 05/2016

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