» » » » » Grupos protestam em 11 estados e no DF contra a PEC que limita gastos

Manifestantes fecham a Anchieta em protesto contra PEC dos gastos públicos (Foto: Reprodução/TV Globo)        
A manhã desta sexta-feira (11) é marcada por manifestações em pelo menos dez estados e no Distrito Federal contra a proposta de emenda constitucional (PEC) que limita os gastos públicos. Há registro de mobilização na AL, AM, BA, DF, ES, MG, MS, PE, RS, RN, SC e SP.
Motoristas de empresas de ônibus paralisaram suas atividades, e manifestantes fecharam avenidas e estradas. Na Bahia, bancários e professores também aderiram.
Veja a situação por estado:
Alagoas
Dezenas de manifestantes saíram em caminhada pelas ruas do centro de Maceió, nesta sexta, contra a PEC que limita os gastos públicos. O ato é composto por movimentos sociais, estudantes e sindicalistas.
A organização afirma ter cerca de 6 mil pessoas na manifestação. A Polícia Militar acompanha o protesto, mas não estima número de participantes. Por causa da manifestação, um intenso congestionamento se formou na região do Centro, refletindo também no trânsito de outros pontos da capital.

Amazonas
Manifestantes protestam na Praça Eliodoro Balbi desde às 8h30 desta sexta contra a PEC do teto de gastos públicos. Segundo a Polícia Militar, o protesto é pacífico e não interrompe o trânsito no local.   

Bahia
capital baiana amanheceu sem ônibus nesta sexta-feira, seguindo um série de protestos nacionais contra a PEC do corte de gastos públicos. Os rodoviários da região metropolitana informaram que também iriam paralisar as atividades.
O Sindicato dos Bancários da Bahia anunciou que a categoria também irá aderir à paralisação. As agências ficarão com as portas fechadas até as 12h.
O professores estaduais disseram que também vão fazer paralisação nesta sexta, entretanto a categoria ainda não informou quando as aulas serão repostas. Os docentes municipais também irão aderir à paralisação nacional. Eles anunciaram que a reposição das aulas vai acontecer no dia 19 de novembro.
Cerca de 50 manifestantes fecharam os dois sentidos da BA-535, em Camaçari, na região metropolitana de Salvador.

Distrito Federal
Motoristas de ônibus e professores do Distrito Federal paralisaram as atividades nesta sexta-feira (11). A previsão é de que o protesto dos rodoviários, iniciado às 4h, termine às 9h. Já os estudantes da rede pública devem ficar sem aulas até segunda-feira (14).

Espírito Santo
Cerca de 300 manifestantes interromperam parcialmente o trânsito no km 67 da BR-101, em São Mateus, no norte do estado. O protesto termimou por volta das 9h.

Mato Grosso do Sul
Houve registro de prostestos em Campo Grande, Dourados, Três Lagoas e Corumbá. Aulas foram suspensas nas escolas públicas e serão repostas em outra data. Na capital, a mobilização ficou concentrada na Praça Ary Coelho, área central da cidade.

Minas Gerais
Servidores, entidades estudantis e sindicais fazem ato em Belo Horizonte. Pela manhã, grupos se concentraram em pontos da Região Centro-Sul da capital mineira e depois se deslocaram para a Praça Sete, uma das áreas mais movimentadas do hipercentro. Houve reflexos no trânsito e, pouco antes das 11h, o cruzamento das Avenidas Amazonas e Afonso Pena foi fechado.

Pernambuco
Manifestantes bloquearam ruas e avenidas no Centro do Recife. O ato complicou ainda mais a mobilidade dos moradores da Região Metropolitana, onde os motoristas de ônibus cruzaram os braços às 4h e voltaram a circular às 8h.
A paralisação dos rodoviários teve como objetivo chamar a atenção para a onda de assaltos contra os veículos de transporte público. A categoria afirmou que o ato também reforça a mobilização nacional contra a PEC do corte de gastos.

Rio Grande do Sul 
Logo pela manhã sindicalistas fizeram um piquete em frente à Carris, que é a empresa pública de transporte coletivo de Porto Alegre, na tentativa de impedir a saída dos coletivos. A Brigada Militar, no entanto, reagiu com bombas de efeito moral, e os veículos puderam circular.
Situação semelhante foi verificada em frente a outras empresas que prestam serviço de transporte coletivo em Porto Alegre.
Os professores das redes pública e privada devem integrar o ato. Em assembleia geral no último sábado (5), o Sindicato dos Professores do Ensino Privado (Sinpro) aprovou participação na paralisação. Os colégios Anchieta, João XXII, Projeto, Bom Conselho e Monteiro Lobato estão entre os que confirmaram a adesão.

No interior, diversas cidades gaúchas registraram transtornos, e acidentes. Em Rio Grande, um motociclista que não viu uma pilha de pneus que seria incendiada na ERS-734 e sofreu um acidente. Ferido, ele foi encaminhado para a Santa Casa.

Rio Grande do Norte
Os ônibus não saíram das garagens de Natal e região metropolitana na manhã desta sexta. Os veículos só voltaram a circular às 8h. Os rodoviários protestam contra a PEC que limita os gastos públicos por 20 anos, que está em tramintação no Congresso, contra a reforma previdenciária, entre outros.

Santa Catarina
Cerca de 600 ônibus que fazem o transporte coletivo na Grande Florianópolis, permanecem nas garagens desde as 5h desta sexta-feira (11). Os 3,5 mil trabalhadores das nove empresas do setor na região aderiram à paralisação nacional. Conforme a prefeitura da capital, 280 mil pessoas devem ser afetadas pela paralisação.

São Paulo
Na Grande São Paulo, foram bloqueadas as rodovias Anchieta, Dutra, Régis Bittencourt e a Avenida João Dias. A Anchieta foi totalmente bloqueada no km 23, em São Bernardo do Campo, no sentido capital, por volta das 6h30. Manifestantes colocaram fogo em pneus para impedir a passagem dos motoristas. O mesmo aconteceu na Avenida João Dias, na Zona Sul de São Paulo, no mesmo horário. O bloqueio ocorreu perto do terminal de ônibus João Dias.
Empresas de ônibus de Guarulhos também paralisaram as operações nesta manhã.
No interior do estado, motoristas de ônibus urbano, intermunicipal, rodoviário e de fretamento de Sorocaba e mais 42 municípios da região também paralisaram as atividades. O protesto começou por volta das 0h e deve durar até 12h.

Em Sumaré, um protesto de moradores da Vila Soma bloqueou totalmente os dois sentidos da Rodovia Anhanguera (SP-330) na manhã desta sexta. Eles queimaram pneus e o trânsito ficou totalmente parado. A Polícia Militar levou pelo menos 30 pessoas para o 2º Distrito Policial após a manifestação, que terminou às 7h35.
Em São Carlos, cerca de 200 pessoas fizeram uma manifestação na Praça Itália contra a PEC do corte de gastos públicos. O grupo se reuniu às 9h30 e, com carro de som, faixas e cartazes, caminhou pela Avenida São Carlos até a Praça do Mercado, onde houve a dispersão.
Em Bauru, membros da CUT e do MST fizeram um protesto em frente à Câmara do município e depois caminharam pela Avenida Rodrigues Alves, que ficou com o trânsito ficou lento. No início da manhã, os ônibus da cidade atrasaram a saída em 40 minutos como forma de aderir à mobilização nacional contra a PEC do corte de gastos.

Entenda a PEC que limita gastos

A PEC que limita gastos ficou conhecida como PEC 241 quando tramitou na Câmara dos Deputados. Agora, no Senado, ela é a PEC 55. A proposta é uma das principais apostas do governo de Michel Temer para reequilibrar as contas públicas e viabilizar a recuperação da economia brasileira. Atualmente a dívida bruta supera 70% do PIB e, se os gastos públicos continuarem a subir, pode chegar a 132,5% em 2026.
A PEC prevê um limite anual de despesas para os três poderes ao longo das próximas duas décadas. Se a regra for aprovada, os gastos públicos só poderão aumentar de acordo com a inflação do ano anterior. O projeto foi aprovado em primeiro turno e em segundo turno no plenário da Casa. A proposta ainda será votada no Senado antes de entrar em vigor.
A premissa que orientou a criação da PEC é pôr fim à sequência de rombos nas contas públicas brasileiras. O ano de 2016 será o terceiro seguido com as contas no vermelho. Em 2014, houve um déficit de R$ 17,24 bilhões e, em 2015, um rombo recorde de R$ 114,98 bilhões. A previsão é de déficit de até R$ 170,5 bilhões em 2016 – o pior resultado da história, se confirmado. Para 2017, a estimativa é de um novo déficit fiscal, da ordem de R$ 139 bilhões, mesmo se a PEC já estiver em vigor.
Fonte Globo.com
Postado por Júnior Silva em sexta, novembro 11/2016

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