» » » Com várias chances desperdiçadas, Joinville e Náutico ficam no 0x0

Divulgação/Joinville                        
O Náutico descobriu, na prática, o motivo de o Joinville ter o pior ataque da Série B do Campeonato Brasileiro. Nos pés (e cabeça) do atacante Joel, autor de praticamente todas as chances perigosas dos mandantes, o time catarinense acumulou diversos erros de finalização. O Timbu, encurralado em boa parte dos 90 minutos, também fez feio na hora de concluir em gol, perdendo uma oportunidade inacreditável no final, com Léo Santos. O 0x0 puniu os dois clubes. O Alvirrubro ficou mais longe do G4 e o Tricolor está cada vez mais afundado na zona de rebaixamento.
Antes de a bola rolar, oito posições e nove pontos separavam o Náutico do Joinville na tabela de classificação. Em campo, o duelo começou em ritmo forte e o Tricolor quase abriu placar com Jael, que driblou Júlio César e tocou para o gol. Adalberto tirou em cima da linha. A resposta dos alvirrubros foi rápida. Roni soltou uma bomba e acertou o travessão. Tudo isso nos primeiros três minutos. Diga-se de passagem, o que de melhor aconteceu na etapa inicial.
A partida esfriou com o passar do tempo. A construção das jogadas ofensivas do Náutico tinha como maior pecado os passes errados. Talvez por isso o time insistisse na ligação direta entre defesa e ataque. Rodrigo Souza, João Ananias e Igor Rabello se desdobravam para desarmar as jogadas. Na maioria das vezes o trio levou a melhor. Quando não foi possível, Júlio César apareceu bem, em cabeçada de Jael. Jhonatan também salvou o Joinville em uma pancada de longe de Gastón.
Os mandantes tinham espaço, principalmente pelos lados, mas não souberam aproveitar a pressão. Algo que explicava bem o fato de o time ter o pior ataque da Segundona, com 16 gols. No Timbu, Roni, Bergson e Jefferson Nem apareciam mais correndo atrás dos longos lançamentos do que com a bola nos pés. Um desempenho paradoxal para o segundo clube que mais balançou as redes na competição, com 35 tentos.
Para os últimos 45 minutos, o técnico Lisca colocou o Joinville para cima, tirando o volante Paulinho Dias para a entrada do meia Juninho. O Náutico trocou de laterais: saiu Walber, entrou Joazi. Depois, colocou Léo Santos na vaga de Nem. Assim como no primeiro tempo, o Tricolor chegou mais perto de balançar as redes. Giva entrou na área e obrigou Júlio a salvar o gol com os pés.
A tática do Náutico era tentar se aproveitar do desespero do Joinville, que se lançava ainda mais afoito ao ataque, para encontrar o contragolpe preciso. Não conseguiu. Enquanto isso, o JEC continuava sufocando os visitantes. Aos 11, Joel, sempre ele, cobrou falta e Júlio César fez uma defesa providencial. No rebote, Reginaldo mandou para fora. Chance pior perdeu Heliardo, que isolou o chute frente a frente com o goleiro.
Mas ninguém teve uma situação mais clara para marcar do que Léo Santos. Cara a cara com Jhonatan, o atacante do Náutico bateu em cima do camisa 1. No rebote, mandou para fora. Com diversas chances criadas e nenhum êxito, os torcedores que estiveram na Arena Joinville não tiraram o grito de gol da garganta.
Ficha do jogo
Joinville 0
Jhonatan; Reginaldo, Danrlei, Fabiano Eller e Fernandinho; Naldo, Paulinho Dias (Juninho), Bruno Ribeiro e Thomás (Heliardo); Giva (Aldair) e Jael. Técnico: Lisca.
Náutico 0
Júlio César; Walber (Joazi), Igor Rabello, Adalberto e Gastón; João Ananias, Rodrigo Souza e Renan Oliveira; Roni (Esquerdinha), Bergson e Jefferson Nem (Léo Santos). Técnico: Givanildo Oliveira.
Local: Arena Joinville (Joinville/SC)
Árbitro: Igor Junio Benevenuto (MG). Assistentes: Pablo Almeida da Costa e Celso Luiz da Silva (Ambos de MG). 
Cartões amarelos: Naldo, Danrlei (J); Rodrigo Souza (N)
Público: 6.509 torcedores


Postado por Júnior Silva em quarta, setembro, 14/2016

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